Estou afundada na leitura d'A menina que roubava livros. Não imaginva que o livro fosse tão bom a ponto de me prender da maneira como me prendeu. Não pretendo adiantar um pouco da história, pois isso talvez pudesse até fazer com que esta perca parte de seu encanto. Só sei que a um tempinho não sentia essa sensação maravilhosa e agoniante de mergulhar na história e vivê-la ao ponto de poder respirá-la, com todos os seus detalhes, e fazer dela não apenas parte da sua vida, mas fazer dela a sua própria vida. Seja como vc sendo um personagem , uma fala, ou até mesmo um observador curioso. O fato é é que é muito bom estar diante de uma história que mexa com a gente, que deixa nossos pensamentos a vagar, imaginando toda a vida e sentimento por trás do que acontece nas palavras do livro.
Posso sentir o suor daquelas pessoas, o e medo que sentem quando ele se aproxima.E até mesmo o sentimento do desejo do beijo narrado, é passado a mim pelas palavras. Ahh palavras..., talvez, essa seja minha semelhança com Liesel, se é que ela existe de fato.
Não pretendo mesmo adiantar a história do livro, mas, como a maioria das pessoas deve saber, logo, nao estou desvendando nenhum segredo! a história se passa durante o perído do nazismo alemão. E não posso deixar de confessar que guardo uma curiosidade especial por esse fato, que acaba sendo enredo de histórias cheias de dramas, sentimentos profundos e questionamentos de valores que reinavam com o nazismo.E é claro que haviam os que lutassem contra o que achavam errado, e vinham a tamanha injustiça que o ser humano é capaz( graças a deus).
Percebendo isso, notei que talvez uma das pessoas com que mais me identifiquei no livro, se não for Liesel Meminger, talvez seja Hans Hubermann. Não pela sua perspicácia com as palavras e sua maneira sutil de dizer as coisas certas no momento oportuno. ( O que não significa também que nunca deixasse de dizer oq sentia ou pensava).
Mas o que vejo de mim quando olho em Hans é a bondade quase estúpida, pra não dizer infantil, de deixar se levar pela vontade de fazer o bom e ou o bem. É quase inevitável que aja dessa forma, oq o faz ser ainda mais estúpido, visto que um pouco de razão não faz mal a ninguém. Mas Hans parece as vzs se esquecer disso, assim como eu me esqueço, e nos deixamos levar pela sensação de faezr um bem maior, que talvez nem seja tão bom assim, mas que significa que alguém se importa, alguém sente. Alguém acredita nas pessoas. Demais (talvez).
Apesar de não achar em mim metade da coragem que tem a menina Liesel, posso ver tb nela ( e em mim) a mesma inconsequência de alguém que deseja mostrar aos outros seus sentimentos verdadeiros e deixá-los sentir o quanto ela os ama. Mas não posso negar que a mente infalível e articulada de Liesel nao é páreo para mim. Se o cerébro de alguém pode ser ágil, o dela definitivamente é. E muito.
Ainda não sei dizer com qual dos dois me pareço, nem sei se um dia vou saber dizê-lo. Não importa. Talvez tais semelhanças nem existam de fato.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Você conseguiu me deixar com vontade de ler o livro, porém, preciso terminar toda a leitura acumulada do ano passado rsrs
Depois me conte mais coisas sobre.
Fernando
Postar um comentário